Cria um login (e a pergunta que mudou tudo)
Quando o operador pede sem contexto, ele aceita o primeiro caminho que a IA inventa. Quando pesquisa antes, ele escolhe.
Antes do prompt, o desenho. Antes do código, o pensamento. O operador que abre o terminal direto reconstrói o tempo todo; o que desenha fora da ferramenta conduz.
Use este mapa para entender a sequência da aula antes de entrar nos detalhes.
A ferramenta muda toda semana. O modelo fica obsoleto. O que não fica obsoleto é a sua capacidade de estruturar um problema antes de pedir a solução.
Três movimentos: entender por que desenhar antes, ver o caso de quem não desenhou, e aplicar as 5 perguntas no seu próprio processo.
Um esboço de um sistema seu (squad ou workflow) em papel ou Miro, antes do primeiro prompt.
Nem todo trabalho exige um mapa no Miro. Mas todo sistema novo exige. A decisão é sobre a complexidade do que você está criando.
Sistema = algo com mais de uma entidade e um ciclo de vida.
Edição isolada, bug fix com reprodução clara, ajuste de uma linha.
Squad, workflow, entidade com ciclo de vida, processo recorrente.
Se não dá pra desenhar, você ainda não entendeu o sistema. Não abra o terminal.
Você entendeu a tese. Agora vê o que acontece com quem ignora ela: o caso do login do Adavio.
Caso RealUm pedido de uma linha, 'cria um login', virou retrabalho. O mesmo pedido, depois de desenhado e pesquisado, virou um sistema. A diferença foi o contexto antes do pedido.
Quando o operador pede sem contexto, ele aceita o primeiro caminho que a IA inventa. Quando pesquisa antes, ele escolhe.
Desenhar fora da ferramenta muda três números: quantas iterações até o output certo, quanto retrabalho, e se o sistema cabe no resto.
Você viu o custo de não desenhar. Agora vê a técnica formalizada: as camadas e as 5 perguntas.
TrilogiaAs 3 camadas da técnica. Pular qualquer uma reduz o desenho a um rabisco sem consequência operacional.
A ferramenta e o modelo ficam obsoletos. O sistema que você desenhou não. Quem estrutura o problema troca de IA sem perder o passo. Meta-aprendizagem é a vantagem composta.
Miro, Figma ou papel. Você desenha a empresa, as entidades, o ciclo de vida e as tasks antes de tocar no terminal. O desenho é o contrato; o código é só a execução dele.
Contexto antes do pedido. Pergunta quais formas existem, desenha o fluxo, mapeia o ciclo de vida com as 5 perguntas. Só então o prompt carrega o sistema.
A sequência que o operador maduro roda antes de abrir o terminal. Cada etapa reduz o que a IA tem que adivinhar.
Da intenção crua ao prompt com contexto
desenha o que o sistema serve: a entidade-mãe.
lista as entidades e como elas se relacionam.
para cada entidade, mapeia nascimento, estados e fim.
deriva as tasks recorrentes de cada ciclo de vida.
só agora abre o terminal, com o sistema já desenhado.
O exercício guiado que o Adriano dá no T2. Liste 5 processos recorrentes do seu trabalho e responda 5 perguntas para cada um, antes de modelar no sistema.
Use antes de criar qualquer entidade, squad ou workflow novo.
processo→dados→documentacao→formato→cicloprocesso — Qual é o processo? Descreva em uma frase o que acontece do início ao fim.dados — Quais dados únicos essa entidade carrega? O que só ela tem?documentação — Onde esses dados estão documentados hoje? Planilha, cabeça, lugar nenhum?formato — Qual o formato ideal pra esse dado viver? YAML, tabela, doc?ciclo — Modele o ciclo de vida: como a entidade nasce, que estados percorre, como termina.Desenhar antes não é procrastinar nem fazer diagrama bonito. É reduzir o que a IA precisa adivinhar. Três confusões comuns.
O desenho serve pra estruturar o pensamento, não pra impressionar.
Esclareça: Um rabisco no papel que define entidades e ciclo de vida vale mais que um Figma lindo sem decisão.
Estruturar é decidir a forma do sistema, não adiar a execução.
Esclareça: Se o desenho já responde as 5 perguntas, pare de desenhar e abra o terminal.
Você pesquisa as formas pra escolher, não pra a IA escolher por você.
Esclareça: Perguntar quais são as opções é operador. Aceitar a primeira opção sem avaliar é refém.
pedido cru: a IA inventa a estrutura.
pedido com desenho: a IA executa a estrutura.
pedido com contexto: a IA refina uma decisão sua.
As 4 fases que transformam intenção em sistema desenhado, antes do primeiro prompt.
Abre Miro, Figma ou papel. Desenha empresa, entidades e relações. Nada de terminal ainda.
Pergunta à IA quais formas existem para as partes que você não domina. Pesquisa antes de escolher.
Roda as 5 perguntas em cada entidade. Define dados, formato e estados.
Só agora abre o terminal. O prompt carrega o desenho e o ciclo de vida.
Você tem a técnica. Agora vê o ferramental: os estados do operador, as mecânicas e os KPIs.
VisualizaçõesComo o desenho fora da ferramenta muda a curva de retrabalho e o trade-off entre tempo de desenho e tempo de execução.
Quando vale desenhar fora da ferramenta e quando ir direto.
OK. Tarefa pontual não precisa de Miro.
Over-engineering. Você está enrolando, não estruturando.
Risco máximo. Reconstrução garantida no terminal.
Operador maduro. O desenho paga cada minuto em execução limpa.
Tira o sistema da cabeça e bota numa superfície visível. Externalizar reduz erro.
Mapeia o espaço de soluções antes de escolher. Pesquisa vence achismo.
Garante que cada entidade tem começo, meio e fim definidos antes de codar.
O operador transita por 4 estados na maturidade de desenhar antes. Cada transição tem uma mecânica concreta.
Abre o terminal e pede direto. Reconstrói a cada iteração.
Rabisca alguma coisa, mas ainda pula etapas do ciclo de vida.
Desenha o sistema inteiro fora da ferramenta antes do prompt.
Desenha, pergunta as formas e mapeia o ciclo de vida com as 5 perguntas.
Abre o Miro antes do terminal uma vez. Sente a diferença de chegar com algo no papel.
Completa o desenho até empresa, entidades, ciclo de vida e tasks. Para de pular etapas.
Adiciona a pergunta 'quais formas existem' e as 5 perguntas antes de pedir.
Distribui o repertório visual (modelos, frameworks) pro time desenhar antes também.
Os indicadores objetivos que separam o digitador do arquiteto.
Ferramental visto. Agora a adoção e a prática: você vai esboçar um sistema seu antes de qualquer prompt.
AdoçãoDesenhar antes não pode virar cerimônia que trava o trabalho. Adote pelo tamanho do sistema, não pela vontade de parecer organizado.
Escolha um processo recorrente do seu trabalho e desenhe ele fora da ferramenta, respondendo as 5 perguntas, antes de abrir o terminal.
01# Preencha ANTES de abrir o terminal. Uma folha por entidade.02entidade: "{nome da entidade}"03processo: "{o que acontece do inicio ao fim, em 1 frase}"04dados_unicos: ["{dado que so essa entidade tem}", "{outro}"]05documentado_em: "{planilha | doc | cabeca | lugar nenhum}"06formato_ideal: "{yaml | tabela | markdown}"07ciclo_de_vida:08nascimento: "{como a entidade entra no sistema}"09estados: ["{estado 1}", "{estado 2}", "{estado 3}"]10fim: "{como a entidade sai ou se encerra}"
Os termos desta aula em uma frase cada.
A capacidade de organizar um problema antes de pedir a solução. A maior habilidade da era IA.
Esboçar empresa, entidades, ciclo de vida e tasks em Miro, Figma ou papel antes de abrir o terminal.
Pesquisar as formas e desenhar o fluxo antes de pedir, para escolher em vez de aceitar o primeiro caminho.
Processo, dados únicos, documentação, formato ideal e ciclo de vida. O roteiro para mapear qualquer entidade.
Quando o sistema está desenhado, qualquer modelo refaz o código. Sem o desenho, você é refém do código existente.