Abra o agente
campo a campo.

Um @agente parece mágica até você abrir o arquivo. Aí vê que é um documento estruturado em 4 camadas. Quem entende as camadas conduz; quem não entende, reza pro prompt funcionar.

4 camadaspersona, skills, autoridade, memória
1 arquivoabrir o agente desmistifica tudo
1 diagnósticoqual camada faltou no agente quebrado
Legenda de coresAs 4 camadas e o diagnóstico
Persona
Skills
Autoridade
Memória
Camada faltando

Mapa da aula

Use este mapa para entender a sequência da aula antes de entrar nos detalhes.

Legenda de coresAs 4 camadas e o anti-padrão
Personaidentidade, estilo, domínio
Skillsagrupamento de tasks
Autoridadefronteiras que não se cruzam
Memóriaexperiência acumulada, propriedade intelectual
Camada faltandoa causa real do agente quebrado

Um agente é um documento estruturado

O agente não é uma caixa-preta nem um prompt mágico. É um arquivo com campos. Cada campo é uma das 4 camadas. Abrir o arquivo tira o medo e dá o controle.

A regra que sustenta a aulaQuando o agente não faz o que você espera, não culpe o modelo. Abra o arquivo e olhe as 4 camadas. Quase sempre uma delas está vazia ou errada: persona genérica, skill que não mapeia a task, autoridade que falta, ou memória que não foi atualizada.

Agente como caixa-preta

  • Trata o @agente como mágica que às vezes funciona.
  • Quando quebra, reescreve o prompt no escuro.
  • Não sabe dizer o que o agente pode e não pode fazer.
  • Culpa o modelo quando o output vem torto.

Agente como documento

  • Abre o arquivo do agente e lê as 4 camadas.
  • Quando quebra, identifica qual camada faltou.
  • Sabe a autoridade exata: o que o agente pode tocar.
  • Corrige a camada certa, não o prompt inteiro.
Adriano de Marqui (host T2, t2-aula-2)Eu vou abrir aqui o arquivo do agente Hormozi pra vocês verem. Olha: persona, identidade, estilo, domínio. Depois as skills, que são agrupamento de tasks. Depois a autoridade. E a memória. Não tem mágica, tem campo.

A hierarquia: comando, task, skill, agente, workflow

O agente vive numa hierarquia de composição. Confundir os níveis é confundir o que fazer onde. A analogia da escrita organiza tudo.

Do menor ao maior elemento

1

Comando

a letra: a unidade mínima de ativação.

2

Task

a palavra: uma unidade de trabalho com contrato (inputs, outputs).

3

Skill

a frase: agrupamento de tasks que resolvem algo junto.

4

Agente

o parágrafo: persona que orquestra skills e tasks.

5

Workflow

o texto completo: agentes e tasks encadeados num processo.

Adriano de Marqui (host T2, t2-aula-2)Pensa em ortografia. Comandos são as letras. Tasks são palavras. Skills são frases. Agentes são parágrafos. Workflows são o texto inteiro. Cada nível compõe o de cima.

O caminho da aula

Três movimentos: ver as 4 camadas por dentro, abrir um agente real, e diagnosticar um agente quebrado pela camada faltando.

[ a ] Você vai sair sabendo

  • O que cada uma das 4 camadas faz.
  • Onde a persona, as skills, a autoridade e a memória vivem no arquivo.
  • Como ler um agente quebrado e achar a camada faltando.

[ b ] Você vai sair fazendo

A decomposição de um agente real nas 4 camadas e o diagnóstico de um agente que não fazia o esperado.

O ritmo de quem domina o agenteTrês batidas antes de confiar num agente.
1Abreo arquivo do agente, não o prompt de uso
2Lê as 4 camadaspersona, skills, autoridade, memória
3Confere a autoridadeo que ele pode e não pode tocar
Cluster 1 / 4agente é documento estruturado · hierarquia comando-task-skill-agente-workflow · as 4 camadas

Você tem o mapa. Agora vê cada camada por dentro: o que é persona, skill, autoridade e memória.

4 Camadas

As 4 camadas por dentro

Cada camada responde uma pergunta diferente sobre o agente. Juntas, elas definem o que ele é e o que ele pode fazer.

1

Persona - quem o agente é

Identidade, estilo e domínio. A persona define como o agente fala, o que ele sabe e o tom que usa. Persona genérica produz output genérico.

QUEMidentidade
2

Skills - o que ele sabe fazer

Skills são agrupamentos de tasks. Cada skill mapeia para tasks concretas que o agente executa. Sem skill mapeada, o agente tem persona mas não tem ação.

O QUEtasks agrupadas
3

Autoridade - o que ele pode tocar

Fronteiras que não se cruzam. O Dev não dá push, só o DevOps. A autoridade é o que separa um agente que ajuda de um agente que faz estrago. Define o que ele pode e o que ele não pode.

ATÉ ONDEfronteiras
A quarta camada: memóriaPersona, skills e autoridade definem o agente parado no tempo. A memória é o que ele acumula: histórico, padrões, contexto do squad. Um agente sem memória recomeça do zero toda vez.

Memória: experiência que vira propriedade intelectual

A memória é a pasta onde o squad guarda o que aprendeu. É a camada que transforma uso repetido em ativo da empresa.

Como a experiência vira propriedade intelectual

1

Uso

o agente executa tasks e produz resultados.

2

Registro

o que funcionou e o que falhou vai para a pasta memory.

3

Padrão

casos repetidos viram padrões reutilizáveis.

4

Ativo

workflows mais squads mais memória são propriedade intelectual da empresa.

Adriano de Marqui (host T2, t2-aula-2)Os agentes e os squads possuem memória. No fim do dia eu peço: atualize na memória tudo que aprendemos hoje. Os workflows configurados, os squads, a memória: isso é a propriedade intelectual da sua empresa.

Frontmatter: como a IA carrega o agente

O frontmatter é a mecânica de ativação. Quando você chama o agente, o sistema injeta o que está declarado ali no contexto. É onde as 4 camadas viram comportamento.

1

Você chama o agente

o sistema lê o frontmatter do arquivo dele.

2

Injeta o contexto

persona, skills e autoridade entram no System Prompt.

3

Carrega a memória

o histórico relevante do squad entra junto.

4

O agente age

agora ele responde dentro das fronteiras declaradas.

Pedro Valério (co-founder, aula-03)Quando você chama um agente, o sistema injeta o System Prompt mais tudo que você quer que ele leia no carregamento. O frontmatter é onde você declara isso. É a anatomia formal: o que entra quando o agente acorda.
Cluster 2 / 4persona, skills, autoridade · memória como propriedade intelectual · frontmatter e carregamento

Você viu as camadas por dentro. Agora abre um agente real e vê tudo no arquivo, campo a campo.

Caso Real

Abrindo o agente Hormozi

Adriano abriu o arquivo de um agente ao vivo e mostrou as 4 camadas escritas, campo a campo. A mágica vira documento.

A mágica vira documento

Quando o operador abre o arquivo do agente, o medo some. As 4 camadas estão todas escritas, e o que parecia caixa-preta vira algo editável.

Rota · insight
Começou comoUm agente tratado como caixa-preta: usado pelo @, sem ninguém saber o que tinha dentro.
VirouO arquivo aberto, com persona, skills, autoridade e memória visíveis e editáveis.
ProvaCada comportamento do agente tem uma linha no arquivo que o explica.
LiçãoAgente é documento estruturado. A anatomia que você estudou está escrita, campo a campo.
SituaçãoAdriano usa o agente Hormozi e, em vez de só invocar, abre o arquivo dele na frente da turma.
DecisãoMostrar os campos um a um: persona primeiro, depois skills, depois autoridade, depois memória.
EvidênciaAdriano aponta no arquivo: olha, persona aqui, skills aqui, autoridade aqui. Não tem mágica, tem campo.
Mensagem ao alunoAntes de usar um agente importante, abra o arquivo dele. Você vai operar com muito mais controle.
ContextoEm t2-aula-2, Adriano desmistifica o agente abrindo o arquivo de um agente real e percorrendo as camadas com a turma.
Percepção-chaveO comportamento do agente não vem de mágica do modelo, vem dos campos declarados. Mudar o comportamento é mudar o campo certo.
DecisãoLer o agente antes de confiar nele. Editar a camada que precisa mudar, não reescrever tudo.
1Abreo arquivo do agente, não só o uso por @.
2Personalê identidade, estilo e domínio declarados.
3Skills e autoridadevê quais tasks ele agrupa e o que pode tocar.
4Memóriaconfere o que o squad já acumulou de experiência.
4 camadastodas visíveis no arquivo aberto
Campo a campocada comportamento tem uma linha que o explica
Editávelmuda o campo, muda o comportamento
Pedro Valério (co-founder, aula-03)A anatomia formal do agente é isso: você consegue apontar no arquivo onde está cada coisa. Persona, o que ele sabe, o que ele pode, o que ele lembra. Quando você enxerga assim, para de ter medo do agente.

A grade da anatomia

As 4 camadas lado a lado, com a pergunta que cada uma responde e o sintoma de quando falta. A grade que você consulta ao abrir um agente.

As 4 camadas e o sintoma de cada falta

Para cada camada, a pergunta que ela responde e o que aparece quando ela está vazia.

Persona vazia

Output genérico, sem domínio nem tom. O agente fala como qualquer IA.

Skill não mapeada

O agente entende mas não executa. Tem persona, não tem ação.

Autoridade ausente

O agente faz o que não devia, ou trava onde devia agir.

Memória não atualizada

O agente recomeça do zero, repete erros já resolvidos.

Persona signal

Identidade, estilo, domínio. Define quem o agente é e como fala.

Skills insight

Agrupamento de tasks. Define o que o agente sabe executar.

Autoridade bench

Fronteiras. Define o que o agente pode e não pode tocar.

Memória action

Experiência acumulada. Define o que o agente lembra do squad.

Cluster 3 / 4agente aberto campo a campo · grade das 4 camadas · sintoma de cada camada faltando

Você sabe ler o agente. Agora usa isso para diagnosticar um agente que não fazia o esperado.

Diagnóstico

O agente que dava push sozinho

Um agente fazia algo que não devia: dava push direto. O diagnóstico não foi trocar o modelo, foi achar a camada de autoridade faltando.

A camada de autoridade que faltava

Quando um agente faz o que não devia, o reflexo é culpar o modelo. A causa real costuma ser uma camada faltando, e aqui era a autoridade.

Rota · action
Começou comoUm agente Dev dando push para produção sozinho, sem passar pelo DevOps.
VirouO mesmo agente com a autoridade corrigida: Dev propõe, só DevOps dá push.
ProvaO comportamento errado sumiu ao declarar a fronteira no arquivo, sem trocar o modelo.
LiçãoAgente quebrado quase nunca é culpa do modelo. É uma das 4 camadas faltando.
SituaçãoUm operador percebe que o agente Dev estava dando push direto, atropelando o controle do DevOps.
DecisãoEm vez de reescrever o prompt, abrir o arquivo e olhar a camada de autoridade. Ela não declarava a fronteira.
EvidênciaAo declarar que Dev não pode push e só DevOps pode, o comportamento errado parou na hora.
Mensagem ao alunoQuando o agente faz o que não devia, abra a autoridade. Quando não faz o que devia, abra skills e persona.
ContextoA anatomia em 4 camadas dá um método de diagnóstico: cada sintoma aponta para uma camada específica.
Percepção-chaveComportamento indevido é falha de autoridade. Falta de ação é falha de skill. Tom errado é falha de persona. Repetição de erro é falha de memória.
DecisãoDiagnosticar pela camada, corrigir o campo certo, validar o comportamento.
1Sintomaagente Dev dá push sozinho, sem o DevOps.
2Camada suspeitacomportamento indevido aponta para autoridade.
3Correçãodeclara a fronteira: Dev propõe, DevOps dá push.
4Validaçãoo push sozinho para, sem trocar o modelo.
1 camadaautoridade era a única coisa faltando
Sem trocar modeloa correção foi no arquivo, não no LLM
Na horao comportamento errado parou ao declarar a fronteira
Não confundaAgente quebrado, não modelo ruim

O reflexo é culpar o LLM quando o agente erra.

Esclareça: Quase sempre é uma camada faltando no arquivo. Abra antes de trocar de modelo.

Não confundaAutoridade, não capacidade

O agente dar push não é o modelo ser capaz demais.

Esclareça: É a fronteira não estar declarada. Autoridade é o que o agente pode, não o que ele consegue.

Não confundaMemória, não inteligência

O agente repetir um erro já resolvido não é burrice do modelo.

Esclareça: É a memória não ter sido atualizada. Experiência mora na camada de memória, não no LLM.

Cluster 4 / 4agente que dava push · diagnóstico por camada · sintoma aponta a camada

Você sabe diagnosticar. Agora pratica: decompõe um agente real e diagnostica um quebrado.

Prática

Prática: decomponha e diagnostique

Abra um agente real, decomponha nas 4 camadas, e diagnostique um agente que não fazia o esperado pela camada faltando.

aula.yaml14 linhas
01# Preencha abrindo o arquivo do agente, camada por camada.02agente: "{nome do agente}"03persona: 04  identidade: "{quem ele e}"05  estilo: "{como ele fala}"06  dominio: "{o que ele domina}"07skills: ["{skill 1 -> tasks}", "{skill 2 -> tasks}"]08autoridade: 09  pode: ["{o que ele pode tocar}"]10  nao_pode: ["{a fronteira que nao cruza}"]11memoria: "{onde ele guarda experiencia, ou vazio}"12diagnostico: 13  sintoma: "{o que estava errado}"14  camada_faltando: "{persona | skills | autoridade | memoria}"

1. Ler o agente

Abre o arquivo e percorre as 4 camadas antes de qualquer uso crítico.

Fase 1 · Outputficha-do-agente.yaml com as 4 camadas
Fase 2 · GateVocê consegue apontar onde cada camada está no arquivo?

2. Diagnosticar pela camada

Mapeia o sintoma para a camada: indevido é autoridade, sem ação é skill, tom errado é persona, repete erro é memória.

Fase 1 · Outputdiagnostico com a camada faltando nomeada
Fase 2 · GateO sintoma aponta uma camada específica, não 'o modelo'?
Portão da aulaAntes de seguir para a próxima aula: você abriu um agente real, decompôs nas 4 camadas, e diagnosticou um agente quebrado nomeando a camada que faltava. Se você ainda culpa o modelo sem abrir o arquivo, volte e abra.
  1. Escolha um agente: Pegue um agente que você usa e abra o arquivo dele, não só o uso por @.
  2. Mapeie a persona: Identifique identidade, estilo e domínio. Está específico ou genérico?
  3. Liste as skills: Veja quais tasks o agente agrupa. Alguma skill prometida não mapeia task real?
  4. Confira a autoridade: Liste o que o agente pode e não pode tocar. A fronteira está declarada?
  5. Diagnostique um quebrado: Pegue um agente que falhou e diga qual das 4 camadas estava faltando.

Glossário

Os termos desta aula em uma frase cada.

Persona

A camada de identidade, estilo e domínio do agente. Define quem ele é e como fala.

Skill

Agrupamento de tasks. A camada que define o que o agente sabe executar.

Autoridade

As fronteiras do agente. O que ele pode e não pode tocar, ex: Dev não dá push.

Memória

A experiência acumulada do squad. Histórico e padrões que viram propriedade intelectual.

Frontmatter

A declaração que o sistema injeta no contexto quando o agente é chamado.

Hierarquia de composição

Comando, task, skill, agente, workflow: do menor ao maior elemento, como letras até texto.

Próxima aulaVocê já abre um agente e enxerga as 4 camadas. A seguir, você aprende a escolher quem executa cada task entre humano, agent, clone e worker.