1. Caixinha A: repertório que vale aqui
A especialidade real que se encaixa no contexto da task atual. Você usa direto, defende com argumento, cobra prova específica do output.
Repertório é a base não-negociável do operador AIOX. Sem ele, você é refém da IA, de outro humano, e do output que parece razoável mas é lixo.
Use este mapa para entender a sequência da aula antes de entrar nos detalhes.
Steven Bartlett (Diary of CEO) cunhou a frase que Alan adotou como tese deste módulo. A frase é simples, e quase ninguém leva a sério.
A aula segue 5 movimentos. Cada um responde uma pergunta concreta que aparece na cabeça do operador no momento certo.
Os 5 movimentos da aula
Por que repertório é a base. Sem ele, todo o resto cai.
Como você descobre se tem repertório aqui, em outro lugar, ou se está pretendendo.
4 histórias reais do Alan e do Pedro, cada uma com decisão visível.
WHY / WHAT / HOW da curadoria de repertório.
Como adotar, como praticar, e o portão pra próxima aula.
M0 Mindset, aula 3 de 5. Depois de Token Economy (M0.1) e Princípio do Processo Certo (M0.2). Antes de Pensamento Estruturado (M0.4) e Não Delegar o Pensar (M0.5).
Antes dos nomes técnicos, o princípio é só isto: você precisa de uma caixinha nomeada para operar sem virar refém.
É o operador que aceita o output da IA sem cobrar porque não tem como avaliar.
É ter uma caixinha nomeada de especialidade real. Pedro corrige Alan no T1 sobre isso.
Repertório sem curadoria vira ruído. Você despeja tudo em todo prompt. Squad fica perdido.
Pipeline mental: do refém ao operador
Aceita output sem cobrar. Cita termos sem entender. Culpa a IA quando dá erro.
Reconhece que tem caixinha. Ainda não nomeou. Hesita em assumir especialidade.
Nomeia a caixinha em 1 frase. Cobra output dentro dela. Consulta fora dela.
Sabe separar repertório que vale aqui de repertório que vale em outro lugar.
Constrói repertório novo perguntando à IA antes de pedir. Multiplica caixinhas.
Antes de operar em uma área, o operador roda este fluxograma na cabeça. Sem ele, ele opera no escuro.
Identifique o estado antes de operar.
Você consegue defender o output da IA com argumento específico, não com vibe.
Você tem expertise real, mas não nesta área específica. Reconhece, não despeja.
Você opera por achismo. Não consegue cobrar prova específica do output.
Honestidade brutal. Sabe que está em área nova.
Sem diagnóstico, todo prompt vira aposta. Responda antes de operar: qual é a caixinha, qual é a prova de que vale aqui, qual é o plano se não vale.
Todo operador tem 3 tipos de repertório acumulado. Saber qual é qual evita usar a caixinha errada na hora errada.
A especialidade real que se encaixa no contexto da task atual. Você usa direto, defende com argumento, cobra prova específica do output.
Especialidade real mas fora do contexto atual. Você guarda, marca pra depois, não polui o prompt atual com ela.
Achismo dressed up como conhecimento. Você reconhece, descarta a pretensão, e ou consulta especialista, ou estuda, ou para de operar nessa área.
Crusando áreas de operação com status de repertório, o operador identifica onde está exposto e onde está coberto.
Para cada área da sua vida, qual caixinha tende a valer e o que fazer. A (vale aqui), B (vale em outro lugar), C (pretensão).
Provável caixinha A. Você cobra output específico e pega quando a IA enrola.
Provável caixinha B. Guarde como apoio. Vira A só se você cobra output dela.
Default caixinha C. Detecte a pretensão, decida a rota antes de despejar no prompt.
Quase sempre B, nunca A. Cuidado: parece A e é C. Não despeje em business.
Agora que você sabe diagnosticar, vê 4 casos reais do Alan e do Pedro aplicando o modelo.
Casos ReaisCada caso mostra um operador aplicando o modelo. Alan e Pedro nas posições de protagonista. Os 4 casos cobrem as 4 rotas do fluxograma.
Quando o operador cria sistema em área onde não tem repertório, ele opera no escuro.
Quando a especialidade é focada, ela vale dinheiro hoje sem precisar de mais estrutura.
Quando o repertório é real mas pra outra coisa, despejar no contexto errado vira ruído.
Quando o operador entra em área nova, ele constrói repertório perguntando antes de pedir.
Cada rota gera padrões diferentes de qualidade de output, tempo de retrabalho e custo de decisão errada.
Você viu o modelo aplicado. Agora vê a técnica formalizada em camadas WHY/WHAT/HOW.
TrilogiaAs 3 camadas que sustentam a técnica. Pular qualquer camada quebra a aplicação.
Operador sem caixinha aceita output sem cobrar. Não pega quando a IA enrola. Não sabe quando o output é lixo. Sai do controle estratégico do projeto.
Repertório real é caixinha focada. Você é bom em copy, em direito, em design, em uma coisa. Não em tudo. Nomear a caixinha em 1 frase é o primeiro movimento operacional.
Repertório sem curadoria vira ruído. Curadoria é saber separar em caixinhas: A (vale aqui), B (vale em outro lugar), C (pretensão). E construir caixinha nova perguntando à IA antes de pedir.
4 passos que o operador roda na cabeça antes de operar em uma área.
ciclo da curadoria de repertório
Você está entrando em uma área. Reconhece o contexto.
Sua caixinha aqui é A, B ou C? Nomeia em 1 frase.
Se B: guarde. Se C: consulte, estude ou pare. Se A: opere e cobre.
Output dentro da caixinha é defensável. Output fora exige especialista no loop.
Depois de diagnosticar a caixinha, o operador escolhe entre 3 caminhos operacionais.
Sequência operacional concreta para aplicar a curadoria em sessão real.
Use no início de qualquer projeto novo, ou ao revisar especialização atual.
definir→limitar→publicardefinir — Escreva 1 frase: 'meu repertório real é {especialidade}'.limitar — Diga também o que NÃO está na caixinha. Especialidade tem fronteira.publicar — Bota a frase no seu CLAUDE.md como instrutor. Agora o squad sabe a caixinha.Use ao entrar em área onde sua caixinha é C ou nova.
pergunta→desenha→valida→pedepergunta — Pergunta à IA: quais são as formas de fazer X? Quais os meios?desenha — Desenha as opções no Miro, Figma ou papel.valida — Compara as opções. Pede prós e contras. Cria repertório dirigido.pede — Agora sim. Pede com referência específica. Output cobrável.Perguntar é o operador dirigindo a investigação: mapeia formas, compara, decide.
Esclareça: Depender é abdicar do julgamento. Vira refém com extra-step.
Repertório dirigido: o operador acumula uma caixinha A nova, com referências curadas.
Esclareça: Aceitar opinião como verdade é terceirizar o critério. Refém de novo.
Output cobrável: você sabe avaliar contra um critério que trouxe.
Esclareça: Pedir genérico e aceitar é o padrão refém: a IA decide o critério por você.
As 5 fases que o operador AIOX roda em projeto novo para garantir que repertório certo é aplicado.
Antes de operar, classifica o projeto: cabe na minha caixinha A, B ou C? Documenta o resultado.
Se A: opere. Se B: marque pra outro contexto. Se C: define rota (consulta, estuda, ou para).
Se C, rota Construção: pergunta à IA primeiro. Acumula 5-10 referências dirigidas.
Se output em área C: validador externo (humano com caixinha A real).
Se a área foi recorrente: promove de C/Construção pra A. Documenta o que aprendeu.
Você tem a técnica. Agora vê o ferramental visual: gráficos, modos, mecânicas e métricas.
VisualizaçõesComo repertório afeta qualidade, tempo e custo de operação. Cada gráfico cobre uma dimensão.
Os 4 quadrantes de repertório × tempo disponível.
Refém crônico: aceita tudo, retrabalho gigante.
Pretende caixinha A: achismo elaborado, decisões erradas com confiança.
Operador eficiente: decisão rápida na caixinha A.
Curador estratégico: constrói caixinhas novas, multiplica capacidade.
O operador transita por 4 estados. Cada um tem mecânica diferente para sair pro próximo.
Caixinha não nomeada. Aceita output. Culpa IA.
Reconhece caixinha. Não nomeia ainda. Hesita.
Caixinha nomeada. Cobra output. Consulta fora.
3 caixinhas mapeadas. Multiplica capacidade.
Reconhece publicamente: 'não tenho repertório aqui'. Sai do achismo, diagnóstico honesto.
Escreve 1 frase nomeando a caixinha. Compromisso explícito, cobrança vira possível.
Mapeia 3 caixinhas (A, B, C) por área. Curadoria consciente, capacidade multiplica.
Constrói caixinhas novas por projeto. Operador vira gerador de caixinhas para o time.
Os indicadores objetivos que separam refém crônico de operador maduro.
Você tem o ferramental. Agora você adota. Última seção é prática: escreve, decide, executa.
AdoçãoA diferença entre quem adota o princípio e fica refém com vocabulário novo, e quem adota e vira operador maduro.
Exercício de 12 minutos. Sai dele com 1 frase escrita nomeando a tua caixinha A. Sem isso, não passa pra próxima aula.
01# Use este template ANTES de pedir produto em área onde sua caixinha é C ou nova.0203Quais são as formas conhecidas de {tarefa}?04Para cada forma:05- Quando faz sentido usar06- Quando NÃO faz sentido07- Que repertório prévio assume do operador0809Não me dê código ainda. Me dê o mapa.
Os termos centrais com definição operacional. Use como referência rápida em sessões futuras.
Especialidade focada do operador. Não onisciência. Nomeada em 1 frase.
Repertório que vale na tarefa atual. Você opera, cobra, defende.
Repertório real mas fora do contexto atual. Você guarda, não despeja.
Pretensão de repertório. Achismo. Você reconhece e ou consulta, ou estuda, ou para.
Operador sem caixinha nomeada. Aceita output. Não cobra. Vira culpado do erro da IA.
Ato de separar repertório em 3 caixinhas e usar a certa em cada contexto.
Método do Adriano (T2). Em área nova, peça mapa antes de produto. Economiza 5h pra cada 5min investidos.
Acumular 5-10 referências antes de pedir produto. Caixinha C vira caminho pra caixinha A.
Humano com caixinha A real no loop. Obrigatório quando operador opera fora da própria caixinha.
Reconhecer que após 3+ projetos bem-sucedidos numa área, ela virou caixinha A real.