Repertório vence
técnica.

Repertório é a base não-negociável do operador AIOX. Sem ele, você é refém da IA, de outro humano, e do output que parece razoável mas é lixo.

4 aulasframings cross-cohort T1+T2
100%operadores sem repertório aceitam output sem cobrar
1 fraseportão para passar a próxima aula
Legenda de coresMapa semântico da aula
Refémoperador sem repertório aceita o que IA entrega
Especialidadea caixinha real do operador, não onisciência
Curadoriasaber quando o repertório vale e quando trava
ROI da caixinhavale dinheiro hoje sem precisar de estrutura
Perguntar antes de pedirmovimento concreto de aumentar repertório

Mapa da aula

Use este mapa para entender a sequência da aula antes de entrar nos detalhes.

Legenda de coresComo ler os sinais visuais desta aula
Refémoperador sem repertório aceita o que IA entrega
Especialidadea caixinha real do operador
Curadoriasaber quando o repertório vale e quando trava
ROIvalor monetário da especialidade hoje
Perguntar antes de pedirmovimento concreto de aumentar repertório

A frase âncora

Steven Bartlett (Diary of CEO) cunhou a frase que Alan adotou como tese deste módulo. A frase é simples, e quase ninguém leva a sério.

Tese da aulaSe você não tem repertório, você é refém. Refém do que a IA te entrega. Refém do que outro humano te diz. Sem repertório, você não pega quando o output é lixo dressed up como ouro.

Aspiração (frase bonita)

  • Quero ter mais repertório.
  • Vou estudar mais.
  • Tenho que saber de tudo.
  • Algum dia eu chego lá.

Mecanismo (regra operacional)

  • Hoje, minha caixinha é {especialidade}.
  • Onde eu não tenho repertório, consulto, estudo ou paro de operar.
  • Repertório de tudo é pretensão. Repertório de uma coisa é entrega.
  • Pergunto à IA antes de pedir. Aumento o repertório dirigido.
Steven Bartlett, citado por Alan (aula-07 L167)Se você não tiver repertório, você é refém. Olha essa frase. O Steven me aplaudiria agora, porque ele fala muito sobre isso.

Como ler esta aula

A aula segue 5 movimentos. Cada um responde uma pergunta concreta que aparece na cabeça do operador no momento certo.

Os 5 movimentos da aula

1

Mapa

Por que repertório é a base. Sem ele, todo o resto cai.

2

Diagnóstico

Como você descobre se tem repertório aqui, em outro lugar, ou se está pretendendo.

3

Casos

4 histórias reais do Alan e do Pedro, cada uma com decisão visível.

4

Técnica

WHY / WHAT / HOW da curadoria de repertório.

5

Adoção

Como adotar, como praticar, e o portão pra próxima aula.

[ a ] O que você vai treinar

  • Articular por que repertório é a base de autonomia.
  • Diferenciar especialidade de onisciência.
  • Classificar uma área pessoal em 3 caixinhas.
  • Aplicar a heurística de perguntar antes de pedir.

[ b ] Onde você está no curso

M0 Mindset, aula 3 de 5. Depois de Token Economy (M0.1) e Princípio do Processo Certo (M0.2). Antes de Pensamento Estruturado (M0.4) e Não Delegar o Pensar (M0.5).

[ c ] Como estudar

  • Lê os 5 movimentos em sequência. Não pula.
  • Faz o exercício de Auditoria (Adoção) antes de prosseguir.
  • Sai com 1 frase escrita nomeando a tua caixinha.
O ritmo da aulaCada movimento tem uma forma diferente de prender atenção. Saber o ritmo te ajuda a não saturar.
1Conceito densoMapa, Técnica, Ferramental: aqui você processa modelo mental novo.
2Caso concretoCasos: aqui você vê o modelo aplicado em situação real do Alan e do Pedro.
3Decisão práticaAdoção: aqui você decide, escreve, e move.

O princípio sem jargão

Antes dos nomes técnicos, o princípio é só isto: você precisa de uma caixinha nomeada para operar sem virar refém.

Em uma fraseQuem nomeia a caixinha entrega. Quem busca onisciência paralisa. Quem opera sem caixinha vira refém.
1

Refém não é insulto, é descrição operacional

É o operador que aceita o output da IA sem cobrar porque não tem como avaliar.

2

Repertório não é saber tudo

É ter uma caixinha nomeada de especialidade real. Pedro corrige Alan no T1 sobre isso.

3

Curadoria é o filtro do repertório

Repertório sem curadoria vira ruído. Você despeja tudo em todo prompt. Squad fica perdido.

Pipeline mental: do refém ao operador

1

Refém

Aceita output sem cobrar. Cita termos sem entender. Culpa a IA quando dá erro.

2

Iniciante

Reconhece que tem caixinha. Ainda não nomeou. Hesita em assumir especialidade.

3

Operador

Nomeia a caixinha em 1 frase. Cobra output dentro dela. Consulta fora dela.

4

Curador

Sabe separar repertório que vale aqui de repertório que vale em outro lugar.

5

Mentor

Constrói repertório novo perguntando à IA antes de pedir. Multiplica caixinhas.

O que o princípio evita

  • Operar fora da caixinha sem consultar quem tem.
  • Despejar repertório de uma área em prompt de outra área.
  • Confundir onisciência aspiracional com especialidade real.
  • Aceitar 'testei' como prova quando não tem repertório pra cobrar.

O que ele força

  • Nomear a caixinha em 1 frase antes de operar.
  • Separar repertório em caixinhas e usar a certa para cada contexto.
  • Cobrar prova específica quando o output está dentro da caixinha.
  • Consultar especialista quando o output está fora.

Fluxograma de diagnóstico

Antes de operar em uma área, o operador roda este fluxograma na cabeça. Sem ele, ele opera no escuro.

Eu tenho repertório nesta área?

Identifique o estado antes de operar.

Sim, tenho repertório aqui

Você consegue defender o output da IA com argumento específico, não com vibe.

signal

Tenho repertório, mas pra outra coisa

Você tem expertise real, mas não nesta área específica. Reconhece, não despeja.

insight
↓ ↓ ↓

Acho que tenho, mas não sei

Você opera por achismo. Não consegue cobrar prova específica do output.

pain

Não tenho, sei que não tenho

Honestidade brutal. Sabe que está em área nova.

action
↓ ↓ ↓

Qual é o gate?

Sem diagnóstico, todo prompt vira aposta. Responda antes de operar: qual é a caixinha, qual é a prova de que vale aqui, qual é o plano se não vale.

Pausa para checagemAntes de qualquer comando AIOX em área nova, o operador deve conseguir responder: minha caixinha é {X}, esta tarefa está dentro/fora dela, plano se está fora é {Y}.

As 3 caixinhas do operador

Todo operador tem 3 tipos de repertório acumulado. Saber qual é qual evita usar a caixinha errada na hora errada.

1. Caixinha A: repertório que vale aqui

A especialidade real que se encaixa no contexto da task atual. Você usa direto, defende com argumento, cobra prova específica do output.

Reconhece a especialidadeMapeia onde se encaixaCobra output dentro do critérioDefende com evidência específica

2. Caixinha B: repertório que vale em outro lugar

Especialidade real mas fora do contexto atual. Você guarda, marca pra depois, não polui o prompt atual com ela.

Reconhece a especialidade existenteIdentifica o contexto onde ela valeGuarda e marca pra futuro usoNão despeja no prompt atual

3. Caixinha C: pretensão de repertório

Achismo dressed up como conhecimento. Você reconhece, descarta a pretensão, e ou consulta especialista, ou estuda, ou para de operar nessa área.

Detecta a pretensãoAceita que não é caixinha realEscolhe: consulta, estuda, ou paraNão opera sozinho na área
Funcionou se
  • O operador consegue listar 3 áreas pessoais e classificar cada uma nas 3 caixinhas.
  • O operador sabe diferenciar A de C (especialidade real vs pretensão) com critério explícito.

Matriz de auto-diagnóstico

Crusando áreas de operação com status de repertório, o operador identifica onde está exposto e onde está coberto.

Áreas × Status de repertório

Para cada área da sua vida, qual caixinha tende a valer e o que fazer. A (vale aqui), B (vale em outro lugar), C (pretensão).

Sua área-mãe (5+ anos de carreira)

Provável caixinha A. Você cobra output específico e pega quando a IA enrola.

Área adjacente (já trabalhou)

Provável caixinha B. Guarde como apoio. Vira A só se você cobra output dela.

Área nova (nunca trabalhou)

Default caixinha C. Detecte a pretensão, decida a rota antes de despejar no prompt.

Área pessoal (hobby antigo)

Quase sempre B, nunca A. Cuidado: parece A e é C. Não despeje em business.

Armadilha do hobby antigoHobby de anos parece caixinha A. Não é. É B. Música, fotografia, esporte, gaming: parecem especialidade. Não se encaixam em business como caixinha A. Despejar em prompt de business vira ruído.
Cluster 1 / 43 caixinhas · matriz de status · armadilha do hobby

Agora que você sabe diagnosticar, vê 4 casos reais do Alan e do Pedro aplicando o modelo.

Casos Reais

4 casos reais cross-cohort

Cada caso mostra um operador aplicando o modelo. Alan e Pedro nas posições de protagonista. Os 4 casos cobrem as 4 rotas do fluxograma.

Squad jurídico do Alan

Quando o operador cria sistema em área onde não tem repertório, ele opera no escuro.

Rota · pain
Começou comoSquad jurídico funcionando. Output parecendo razoável.
VirouSquad operado por Alan, output validado por advogado real.
ProvaSem advogado no loop, Alan estaria lendo lixo achando que é ouro.
LiçãoVocê pode criar squad fora da sua área. Não pode operar sozinho.
SituaçãoAlan criou squads de jurídico e contabilidade. Áreas onde ele não tem nenhum repertório.
DecisãoNão operar sozinho. Buscar advogado e contador reais para validar output.
EvidênciaAlan diz literalmente: 'eu acho que funcionam, eu não sei.'
Mensagem ao alunoReconhecer caixinha C é mais valioso que fingir caixinha A.
ContextoDurante T1, Alan revelou que tinha squads rodando em áreas onde ele não manjava: jurídico, contabilidade. Eles funcionavam, segundo ele. Mas ele não tinha como avaliar.
Percepção-chaveO output parecia razoável. Mas razoável não basta para área de risco regulatório. Sem repertório, ele estava operando no escuro.
DecisãoLevar o output para quem tem caixinha A na área. Conversar com advogado e contador reais. Manter operação, mas com especialista no loop.
1ReconhecimentoAlan reconhece publicamente: não tenho repertório de jurídico.
2DecisãoNão esconder. Não fingir caixinha A. Não parar de operar tampouco.
3PlanoTrazer especialista (advogado, contador) para validar output.
4OperaçãoSquad continua, mas com humano-especialista no loop.

Copy do time do Pedro

Quando a especialidade é focada, ela vale dinheiro hoje sem precisar de mais estrutura.

Rota · bench
Começou comoProfissional fazendo copy bem. Repertório focado, não amplo.
VirouOperador entregando valor em produto específico, sem buscar onisciência.
ProvaPedro reconhece: o repertório dele é copy. Não é o resto.
LiçãoEspecialidade focada vale mais que repertório aspiracional amplo.
SituaçãoPedro fala sobre uma pessoa do time dele que faz copy muito bem. Repertório de copy. Não do resto.
DecisãoManter a pessoa focada em copy. Não pressionar pra cobrir o resto.
EvidênciaPedro corrige a palavra repertório por especialidade ao vivo, em aula-07 L1567.
Mensagem ao alunoSua caixinha pode ser estreita e ainda assim valer dinheiro.
ContextoEm aula-07, Pedro corrige o Alan publicamente sobre a palavra repertório. Diz: parece que a gente tem que ser genial em tudo. Eu estou tentando evitar essa palavra.
Percepção-chaveRepertório de tudo é onisciência aspiracional. Especialidade focada é entrega real.
DecisãoManter time com pessoas focadas. Não pressionar onisciência. Cada um na caixinha.
1DiagnósticoPedro identifica: essa pessoa tem caixinha A em copy. Só.
2DecisãoNão distrair com pedido fora da caixinha.
3OperaçãoPessoa entrega copy. Time absorve resto via outras caixinhas.
4ResultadoOutput de copy é defensável. ROI da especialidade é claro.

Música do Alan (caixinha B)

Quando o repertório é real mas pra outra coisa, despejar no contexto errado vira ruído.

Rota · insight
Começou comoAlan tem repertório de música. Foi professor.
VirouRepertório guardado na caixinha B. Não vai pra prompt de business.
ProvaFalar de escala pentatônica em extração de modelo de negócio não faz sentido.
LiçãoRepertório real fora do contexto é caixinha B. Não despeje.
SituaçãoAlan tem anos de repertório musical. Escalas, modulação, ritmo. Foi professor.
DecisãoNão usar esse repertório em prompts de business. Guardar pra contexto musical.
EvidênciaAlan dá o exemplo literal: pentatônica vs diatônica em modelo de negócio é não-sentido.
Mensagem ao alunoReconhecer caixinha B é tão importante quanto reconhecer caixinha A.
ContextoEm aula-03, Alan exemplifica o problema de curadoria com a própria música. Ele tem repertório real, fui professor, mas isso não serve pra todas as tasks.
Percepção-chaveRepertório gigantesco no bolso não significa que vale em todo lugar. Tem que saber separar em caixinhas. Em que área cada caixinha entra.
DecisãoMúsica fica na caixinha B. Não polui prompts de business. Eventualmente vai virar projeto próprio onde ela é caixinha A.
1ReconhecimentoRepertório musical é real. Anos de prática.
2ClassificaçãoMas é caixinha B para o contexto atual (business).
3DecisãoNão despejar em prompt onde não vale.
4ResultadoPrompt limpo. Output focado. Caixinha B guardada pra hora certa.

Design via referência (Alan)

Quando o operador entra em área nova, ele constrói repertório perguntando antes de pedir.

Rota · action
Começou comoAlan precisa criar design novo. Não tem caixinha A em design.
VirouOperador construindo repertório dirigido via referência visual.
ProvaAlan extrai DESIGN.md de sites bonitos que ele navega. Aumenta o repertório antes de pedir.
LiçãoCaixinha C honesta vira caixinha A com método. Perguntar antes de pedir.
SituaçãoEm T2-aula-6, Alan mostra como ele cria design novo. Ele navega na internet, vê site bonito, extrai DESIGN.md.
DecisãoNão pedir 'cria um design pra mim'. Construir repertório visual primeiro, aí pedir.
EvidênciaAlan diz: tu tem que ter referência do que tu quer. Sem referência, como tu vai começar?
Mensagem ao alunoCaixinha C nova não é vergonha. É ponto de partida pra caixinha A futura.
ContextoEm T2-aula-6, Alan dá masterclass de como ele opera em design sem ter repertório original de design. Ele constrói o repertório dirigido.
Percepção-chaveO Adriano formaliza isso no T2: princípio do repertório é contexto antes do pedido. Perguntar à IA quais são as formas. Desenhar no Miro, Figma, papel. Aí pedir.
DecisãoNão despejar 'cria um design X' sem repertório. Construir referência primeiro. Aí o pedido vira específico.
1SinalAluno vê site bonito navegando. Salva referência.
2ExtraçãoRoda extrator para tirar DESIGN.md do site.
3Repertório dirigidoAcumula 5-10 DESIGN.md de sites diferentes. Caixinha começa a se formar.
4Aí pedeAgora o prompt tem referência específica. Output cobrável. Iteração com critério.
5-10DESIGN.md acumulados antes de pedir
Específicoprompt com referência vs prompt genérico
Cobráveloutput dentro de critério vs vibe
Adriano de Marqui (host T2, t2-aula-2 L2641)O que vocês acham para ter esse repertório? Primeiro, perguntar para IA quais são as formas. Quais são os meios. Você vai desenhar isso no Miro, no Figma, no papel. Aumenta o repertório antes de pedir.

Impacto medido das 4 rotas

Cada rota gera padrões diferentes de qualidade de output, tempo de retrabalho e custo de decisão errada.

RotaQualidade outputTempo retrabalhoCusto decisão errada

Especialista (caixinha A)

Qualidade outputalta
Tempo retrabalhobaixo
Custo decisão erradacontrolado

Curadoria (caixinha B)

Qualidade outputn/a
Tempo retrabalhon/a
Custo decisão erradaevitado

Refém (pretensão C)

Qualidade outputilusória
Tempo retrabalhoalto
Custo decisão erradainvisível até estourar

Construção (área nova)

Qualidade outputcrescente
Tempo retrabalhomédio
Custo decisão erradalimitado se método é seguido
Distribuição típica: % do tempo do operador por rota
  • Novato em rota Refém
    60%
  • Novato em rota Especialista
    25%
  • Maduro em rota Refém
    10%
  • Maduro em rota Especialista
    50%
  • Maduro em rota Construção dirigida
    30%
  • Maduro em rota Curadoria
    10%
Cluster 2 / 44 casos reais · métricas das rotas · armadilhas observadas

Você viu o modelo aplicado. Agora vê a técnica formalizada em camadas WHY/WHAT/HOW.

Trilogia

WHY / WHAT / HOW do repertório

As 3 camadas que sustentam a técnica. Pular qualquer camada quebra a aplicação.

1

WHY - Sem repertório, refém

Operador sem caixinha aceita output sem cobrar. Não pega quando a IA enrola. Não sabe quando o output é lixo. Sai do controle estratégico do projeto.

REFÉMfundamento
2

WHAT - Especialidade, não onisciência

Repertório real é caixinha focada. Você é bom em copy, em direito, em design, em uma coisa. Não em tudo. Nomear a caixinha em 1 frase é o primeiro movimento operacional.

CAIXINHAespecialidade
3

HOW - Curadoria + perguntar antes de pedir

Repertório sem curadoria vira ruído. Curadoria é saber separar em caixinhas: A (vale aqui), B (vale em outro lugar), C (pretensão). E construir caixinha nova perguntando à IA antes de pedir.

MÉTODOcuradoria

O ciclo da curadoria

4 passos que o operador roda na cabeça antes de operar em uma área.

ciclo da curadoria de repertório

1

Identificar

Você está entrando em uma área. Reconhece o contexto.

2

Nomear

Sua caixinha aqui é A, B ou C? Nomeia em 1 frase.

3

Curar

Se B: guarde. Se C: consulte, estude ou pare. Se A: opere e cobre.

4

Aplicar

Output dentro da caixinha é defensável. Output fora exige especialista no loop.

Router: qual caminho tomar

Depois de diagnosticar a caixinha, o operador escolhe entre 3 caminhos operacionais.

Caminho 1: Consulta

Caminho 2: Estuda

Caminho 3: Para de operar

Comandos da curadoria

Sequência operacional concreta para aplicar a curadoria em sessão real.

◇▶ signal_plus_action

Nomear a sua caixinha

Use no início de qualquer projeto novo, ou ao revisar especialização atual.

definirlimitarpublicar
  1. definirEscreva 1 frase: 'meu repertório real é {especialidade}'.
  2. limitarDiga também o que NÃO está na caixinha. Especialidade tem fronteira.
  3. publicarBota a frase no seu CLAUDE.md como instrutor. Agora o squad sabe a caixinha.
◇▶ signal_plus_action

Perguntar antes de pedir

Use ao entrar em área onde sua caixinha é C ou nova.

perguntadesenhavalidapede
  1. perguntaPergunta à IA: quais são as formas de fazer X? Quais os meios?
  2. desenhaDesenha as opções no Miro, Figma ou papel.
  3. validaCompara as opções. Pede prós e contras. Cria repertório dirigido.
  4. pedeAgora sim. Pede com referência específica. Output cobrável.
Não pule a perguntaPedir antes de perguntar é o padrão refém. Pedir depois de perguntar é o padrão operador. A diferença é de 5 minutos de pergunta e 5 horas de retrabalho economizadas.

Padrão Refém

  • Cria pra mim um sistema de autenticação.
  • Faz uma landing pra mim.
  • Resolve esse bug.
  • Otimiza esse código.

Padrão Operador

  • Quais são as formas de autenticação? Vamos mapear antes de escolher.
  • Quais são os arquétipos de landing pra esse ICP? Compare 5 referências antes.
  • Antes de resolver, descreva 3 hipóteses possíveis pro bug.
  • Quais são os critérios de otimização que valem aqui? Performance, legibilidade, custo?
Não confundaPerguntar antes de pedir, não depender da IA pra decidir

Perguntar é o operador dirigindo a investigação: mapeia formas, compara, decide.

Esclareça: Depender é abdicar do julgamento. Vira refém com extra-step.

Não confundaConstruir repertório dirigido, não aceitar a opinião da IA como verdade

Repertório dirigido: o operador acumula uma caixinha A nova, com referências curadas.

Esclareça: Aceitar opinião como verdade é terceirizar o critério. Refém de novo.

Não confundaPedir com referência específica, não pedir genérico e aceitar o que vier

Output cobrável: você sabe avaliar contra um critério que trouxe.

Esclareça: Pedir genérico e aceitar é o padrão refém: a IA decide o critério por você.

Pipeline validado: do diagnóstico à entrega

As 5 fases que o operador AIOX roda em projeto novo para garantir que repertório certo é aplicado.

1. Diagnóstico da caixinha

Antes de operar, classifica o projeto: cabe na minha caixinha A, B ou C? Documenta o resultado.

Fase 1 · Outputcaixinha-classification.yaml
Fase 2 · GateNão opere sem classificação registrada.

2. Plano de cobertura

Se A: opere. Se B: marque pra outro contexto. Se C: define rota (consulta, estuda, ou para).

Fase 1 · Outputplano-rota.md
Fase 2 · GatePlano explícito antes de comando AIOX.

3. Construção dirigida

Se C, rota Construção: pergunta à IA primeiro. Acumula 5-10 referências dirigidas.

Fase 1 · Outputrepertorio-dirigido/ (pasta com referências)
Fase 2 · GateMínimo 5 referências antes de pedir produto.

4. Validação por especialista

Se output em área C: validador externo (humano com caixinha A real).

Fase 1 · Outputvalidation-log.md
Fase 2 · GateSem validador, não vai pra produção.

5. Promoção a caixinha A

Se a área foi recorrente: promove de C/Construção pra A. Documenta o que aprendeu.

Fase 1 · Outputnova-caixinha-A.md
Fase 2 · GatePromoção exige 3+ projetos bem-sucedidos na área.
Cluster 3 / 4trilogia WHY/WHAT/HOW · ciclo da curadoria · router · comandos · pipeline validado

Você tem a técnica. Agora vê o ferramental visual: gráficos, modos, mecânicas e métricas.

Visualizações

Visualizações de impacto

Como repertório afeta qualidade, tempo e custo de operação. Cada gráfico cobre uma dimensão.

Qualidade de output (% defensável vs vibe)
  • Operador refém (caixinha C silenciosa)
    15%
  • Operador iniciante (caixinha A em formação)
    45%
  • Operador operacional (caixinha A nomeada)
    75%
  • Operador curador (3 caixinhas mapeadas)
    90%
Tempo de retrabalho (horas/semana)
  • Operador refém
    22h
  • Operador iniciante
    14h
  • Operador operacional
    6h
  • Operador curador
    3h
Custo de decisão errada (R$ médio/mês)
  • Operador refém
    R$ 18.000
  • Operador iniciante
    R$ 8.000
  • Operador operacional
    R$ 3.000
  • Operador curador
    R$ 800

Trade-off do tempo do operador

Os 4 quadrantes de repertório × tempo disponível.

Pouco repertório + pouco tempo

Refém crônico: aceita tudo, retrabalho gigante.

Pouco repertório + muito tempo

Pretende caixinha A: achismo elaborado, decisões erradas com confiança.

Muito repertório + pouco tempo

Operador eficiente: decisão rápida na caixinha A.

Muito repertório + muito tempo

Curador estratégico: constrói caixinhas novas, multiplica capacidade.

Estados e mecânicas do operador

O operador transita por 4 estados. Cada um tem mecânica diferente para sair pro próximo.

Refém pain

Caixinha não nomeada. Aceita output. Culpa IA.

Iniciante signal

Reconhece caixinha. Não nomeia ainda. Hesita.

Operador signal

Caixinha nomeada. Cobra output. Consulta fora.

Curador insight

3 caixinhas mapeadas. Multiplica capacidade.

Refém para Iniciante insight

Reconhece publicamente: 'não tenho repertório aqui'. Sai do achismo, diagnóstico honesto.

Iniciante para Operador signal

Escreve 1 frase nomeando a caixinha. Compromisso explícito, cobrança vira possível.

Operador para Curador action

Mapeia 3 caixinhas (A, B, C) por área. Curadoria consciente, capacidade multiplica.

Curador para Mentor action

Constrói caixinhas novas por projeto. Operador vira gerador de caixinhas para o time.

KPIs do operador maduro

Os indicadores objetivos que separam refém crônico de operador maduro.

KPIRefémOperadorCurador

Output defensável (%)

Refém15%
Operador75%
Curador90%

Retrabalho/semana (h)

Refém22h
Operador6h
Curador3h

Caixinhas mapeadas

Refém0
Operador1
Curador3+

Validador externo no loop

RefémNunca
OperadorEm C
CuradorSistematicamente

Tempo de diagnóstico antes de operar

Refém0min
Operador5min
Curador15min
Cluster 4 / 43 bar charts de impacto · matriz trade-off tempo×repertório · 4 estados do operador · mecânicas de transição · KPIs

Você tem o ferramental. Agora você adota. Última seção é prática: escreve, decide, executa.

Adoção

Como adotar (e como não adotar)

A diferença entre quem adota o princípio e fica refém com vocabulário novo, e quem adota e vira operador maduro.

Como NÃO adotar (refém com vocabulário novo)

  • Decora 'caixinha A, B, C' mas não escreve frase.
  • Reconhece caixinha C de outros, nunca de si mesmo.
  • Pula a etapa de perguntar antes de pedir.
  • Promove caixinha sem 3+ projetos bem-sucedidos.
  • Despeja repertório de hobby em prompts de business.

Como adotar (operador maduro)

  • Escreve a frase. Bota no CLAUDE.md. Operacional.
  • Detecta caixinha C própria primeiro. Honestidade brutal.
  • Investe 5min em pergunta antes de 5h em retrabalho.
  • Promove caixinha por evidência repetida.
  • Mantém hobby na caixinha B. Limpa prompts de business.

Auditoria do seu repertório

Exercício de 12 minutos. Sai dele com 1 frase escrita nomeando a tua caixinha A. Sem isso, não passa pra próxima aula.

aula.text9 linhas
01# Use este template ANTES de pedir produto em área onde sua caixinha é C ou nova.02 03Quais são as formas conhecidas de {tarefa}?04Para cada forma:05  - Quando faz sentido usar06  - Quando NÃO faz sentido07  - Que repertório prévio assume do operador08 09Não me dê código ainda. Me dê o mapa.

Exemplo preenchido: operador entrando em design

TarefaConstruir landing page de produto novo
Caixinha atual do operadorCaixinha A em copy. Caixinha C em design visual.
Prompt antes de pedirQuais são os arquétipos de landing pra produto SaaS B2B? Para cada arquétipo, contexto onde funciona, contexto onde quebra, e referências reais de quem usa bem?
Output esperadoMapa de 5-7 arquétipos com prós/contras e exemplos.
Próximo passoEstuda 3 dos arquétipos. Escolhe 1. Aí pede construção com referência específica.
Tempo investido20min de pergunta + 40min de estudo = 1h. Economiza ~8h de retrabalho.
Adriano de Marqui (t2-aula-2 L2641)O que vocês acham para ter esse repertório? Primeiro, perguntar para IA quais são as formas. Você vai desenhar isso no Miro, no Figma, no papel.
  1. Nomeie a tua caixinha A em 1 frase: Escreva: 'meu repertório real é {especialidade}'. Não 2 frases. Não disclaimer. Se não consegue escrever, é porque ainda não nomeou. Pare aqui até nomear.
  2. Liste 3 áreas em caixinha C: Pense nas últimas 4 semanas. Onde você delegou pra IA sem ter como avaliar o output? Anota 3 áreas concretas, não 'em geral'.
  3. Para cada área C, escolha rota: Consulta (especialista no loop), Estuda (30 dias antes de operar), ou Para (delega, contrata ou pula). Não tem 4ª opção honesta.
  4. Aplique perguntar antes de pedir em 1 caso: Para a área onde escolheu 'estuda', use o template do code_block acima. Pergunta hoje. Desenha amanhã. Pede só depois.
  5. Portão da aula: Volta aqui depois de fazer os passos 1-4. Confirma: tua caixinha A está nomeada por escrito? Suas 3 áreas C estão classificadas? Aí passa pra M0.4.

Glossário do princípio

Os termos centrais com definição operacional. Use como referência rápida em sessões futuras.

Repertório

Especialidade focada do operador. Não onisciência. Nomeada em 1 frase.

Caixinha A

Repertório que vale na tarefa atual. Você opera, cobra, defende.

Caixinha B

Repertório real mas fora do contexto atual. Você guarda, não despeja.

Caixinha C

Pretensão de repertório. Achismo. Você reconhece e ou consulta, ou estuda, ou para.

Refém

Operador sem caixinha nomeada. Aceita output. Não cobra. Vira culpado do erro da IA.

Curadoria

Ato de separar repertório em 3 caixinhas e usar a certa em cada contexto.

Perguntar antes de pedir

Método do Adriano (T2). Em área nova, peça mapa antes de produto. Economiza 5h pra cada 5min investidos.

Construção dirigida

Acumular 5-10 referências antes de pedir produto. Caixinha C vira caminho pra caixinha A.

Validador externo

Humano com caixinha A real no loop. Obrigatório quando operador opera fora da própria caixinha.

Promoção a caixinha A

Reconhecer que após 3+ projetos bem-sucedidos numa área, ela virou caixinha A real.

Portão da aulaVocê só passa para M0.4 (Pensamento Estruturado Antes do Terminal) quando consegue nomear a tua caixinha A em 1 frase escrita. Sem caixinha nomeada, M0.4 não vai colar.