O formato certo
pro artefato certo.

Os três formatos parecem intercambiáveis até você usar o errado. Aí o LLM se perde no ruído ou o parsing quebra. Cada formato tem um trabalho, e casar formato com artefato evita as duas dores.

3 formatosYAML, Markdown, JSON
1 regracasar o formato com o trabalho do artefato
0 ruídoformato certo não polui o contexto
Legenda de coresOs 3 formatos e o erro
YAML
Markdown
JSON
Sweet spot
Ruído

Mapa da aula

Use este mapa para entender a sequência da aula antes de entrar nos detalhes.

Legenda de coresOs 3 formatos e o erro
YAMLconfig e dados que humano edita
Markdownprosa e instrução que o LLM lê
JSONtroca entre máquinas, schema estrito
Sweet spotformato casado com o artefato
Ruídoformato errado quebra parsing ou polui

Cada formato tem um trabalho

Formato não é gosto, é função. YAML é feito pra config legível. Markdown é feito pra texto. JSON é feito pra troca estrita. Usar fora do trabalho gera ruído pro LLM ou erro de parsing.

A regra que sustenta a aulaPergunte qual é o trabalho do artefato antes de escolher o formato. Se é config que humano edita e o LLM lê, é YAML. Se é prosa ou instrução, é Markdown. Se é troca entre sistemas com schema estrito, é JSON. Errar o formato custa ruído de contexto ou parsing quebrado.

Formato por hábito

  • JSON pra config que humano edita na mão.
  • Markdown pra dados estruturados que precisam ser parseados.
  • YAML aninhado fundo pra dado de troca entre sistemas.
  • Mistura tudo e deixa o LLM adivinhar a estrutura.

Formato por trabalho

  • YAML pra config: legível, sem ruído de aspas e vírgulas.
  • Markdown pra prosa e instrução que o LLM lê como texto.
  • JSON pra troca estrita entre máquinas.
  • Cada artefato no formato que o trabalho dele pede.

O caminho da aula

Três movimentos: entender o trabalho de cada formato, ver o caso do formato errado que gerou ruído, e escolher o formato dos seus artefatos.

Os 3 movimentos

1. O trabalho de cada formatoYAML, Markdown e JSON e o que cada um faz bem.
2. O formato erradoo caso do JSON de config que virou fonte de erro.
3. Escolher por critériocasar o formato com cada artefato do projeto.

[ a ] Você vai sair sabendo

  • O trabalho que cada formato faz bem e mal.
  • Por que o formato errado gera ruído ou parsing quebrado.
  • O critério para escolher entre YAML, Markdown e JSON.

[ b ] Você vai sair fazendo

A escolha de formato para cada artefato do seu projeto, justificada por critério.

Cluster 1 / 3cada formato tem um trabalho · YAML config, Markdown prosa, JSON troca · formato errado gera ruído

Você tem o mapa. Agora vê o caso de um formato errado que custou caro.

Caso Real

O JSON de config que virou fonte de erro

Uma config que humano editava na mão estava em JSON. Vírgula a mais, aspas faltando, e o parsing quebrava toda semana. Trocar para YAML acabou com a classe inteira de erro.

Trocar o formato matou a classe de erro

JSON é ótimo entre máquinas e péssimo na mão humana. Cada vírgula e aspas é uma chance de quebrar o parsing.

Rota · action
Começou comoConfig editada na mão por humanos, guardada em JSON estrito.
VirouA mesma config em YAML, legível, sem ruído de aspas e vírgulas.
ProvaA classe de erro de parsing por vírgula ou aspas faltando sumiu.
LiçãoConfig que humano edita pede YAML. JSON estrito é para troca entre máquinas.
SituaçãoUm projeto guardava config que pessoas editavam à mão em JSON. Toda semana alguém esquecia uma vírgula ou aspas e o parsing quebrava.
DecisãoMigrar a config para YAML, que é legível, tolera comentários e não exige aspas em tudo.
EvidênciaEm aula-07, o time mostra o sweet spot: YAML para config humana, JSON para interchange entre sistemas.
Mensagem ao alunoQuando humano edita, YAML. Quando é troca entre máquinas com schema estrito, JSON. Não troque os papéis.
ContextoEm aula-07, o framing técnico do sweet spot mostra cada formato no seu trabalho e o custo de errar.
Percepção-chaveJSON não tem comentário, exige aspas em tudo e quebra com uma vírgula sobrando. Isso é ótimo para máquina e hostil para humano. YAML inverte isso.
DecisãoUsar YAML onde humano edita, Markdown onde é prosa, JSON onde é troca estrita entre sistemas.
1Sintomaparsing da config quebra toda semana.
2Diagnósticohumano edita JSON estrito, vírgula e aspas viram erro.
3Trocamigra a config para YAML, legível e tolerante.
4Resultadoa classe de erro de parsing por sintaxe some.
0 vírgulasYAML não cobra aspas e vírgulas em tudo
ComentáriosYAML aceita comentário, JSON não
Classe mortao erro de parsing por sintaxe sumiu
Adequação de cada formato por tipo de artefato
  • Config humana em YAML
    95%
  • Config humana em JSON
    40%
  • Troca entre máquinas em JSON
    95%
  • Instrução longa em Markdown
    90%
Cluster 2 / 3JSON de config quebrava · YAML para edição humana · formato mata classe de erro

Você viu o custo do formato errado. Agora a técnica: o trabalho de cada formato e o critério de escolha.

Trilogia

WHY / WHAT / HOW do sweet spot

As 3 camadas que transformam a escolha de formato de gosto em critério.

1

WHY - Formato errado vira ruído

O LLM lê o que você dá. Formato fora do trabalho dele adiciona ruído (sintaxe que o humano erra) ou quebra o parsing (estrutura que a máquina não fecha). O custo aparece como erro ou alucinação.

WHYruído
2

WHAT - Cada formato no seu trabalho

YAML para config e dados que humano edita e o LLM lê. Markdown para prosa, instrução e documentação. JSON para troca entre máquinas e schema estrito.

WHATtrabalho do formato
3

HOW - Pergunte o trabalho do artefato

Antes de escolher, pergunte: quem edita e quem consome? Humano editando é YAML. Texto pra ler é Markdown. Máquina trocando com schema é JSON. A resposta nomeia o formato.

HOWquem edita, quem consome

Os 3 formatos por dentro

Cada formato com o que faz bem, o que faz mal e o artefato típico. A grade que você consulta ao decidir.

YAML signal

Legível, aceita comentário, sem ruído de aspas. Ótimo pra config e dados que humano edita.

Markdown insight

Texto com estrutura leve. Ótimo pra prosa, instrução e documentação que o LLM lê.

JSON bench

Estrito, sem comentário, exige sintaxe perfeita. Ótimo pra troca entre máquinas e schema.

FormatoFaz bemFaz malArtefato típico

YAML

Faz bemconfig legível, comentários
Faz maldado profundo de máquina
Artefato típicocore-config, frontmatter, content.yaml

Markdown

Faz bemprosa e instrução
Faz maldado estruturado parseável
Artefato típicoCLAUDE.md, docs, prompts

JSON

Faz bemtroca estrita, schema
Faz maledição humana na mão
Artefato típicoAPI, interchange, registry

A sequência de escolha

Os passos concretos para escolher o formato de um artefato sem cair no hábito.

◇▶ signal_plus_action

Escolher o formato de um artefato

Use ao criar qualquer arquivo novo no projeto.

quem-editaquem-consomeestruturadecidir
  1. quem-editaHumano edita na mão ou só máquina escreve?
  2. quem-consomeO LLM lê como texto, ou um sistema parseia com schema?
  3. estruturaÉ prosa, é config tabular, ou é troca estrita?
  4. decidirHumano + config = YAML. Texto = Markdown. Máquina + schema = JSON.

Da pergunta ao formato

1

Quem edita?

humano na mão ou máquina.

2

É prosa?

se é texto pra ler, Markdown.

3

É config humana?

se humano edita estrutura, YAML.

4

É troca estrita?

se máquina troca com schema, JSON.

Não confunda os papéis

Três confusões que levam ao formato errado e ao ruído que vem junto.

Não confundaYAML para humano, não JSON para humano

JSON parece mais sério e estruturado.

Esclareça: JSON é hostil para edição humana: sem comentário, aspas em tudo, quebra com uma vírgula. YAML é o formato de config humana.

Não confundaMarkdown para prosa, não para dado tabular

Markdown parece organizar tudo com tabelas.

Esclareça: Tabela Markdown não é parseável de forma confiável. Dado estruturado vai pra YAML ou JSON, não pra tabela de texto.

Não confundaJSON para máquinas, não para config editável

JSON é universal entre sistemas.

Esclareça: Entre máquinas, perfeito. Quando humano precisa editar, ele vira fonte de erro de sintaxe.

1

Humano edita config

formato = YAML.

2

Texto e instrução pra ler

formato = Markdown.

3

Troca estrita entre sistemas

formato = JSON.

Cluster 3 / 3trilogia do sweet spot · grade dos 3 formatos · sequência de escolha

Você tem a técnica. Agora a prática: escolha o formato de cada artefato do seu projeto.

Prática

Prática: escolha o formato dos seus artefatos

Liste os artefatos do seu projeto e escolha o formato de cada um por critério, não por hábito.

aula.yaml8 linhas
01# Escolha por criterio, nao por habito. Uma entrada por artefato.02artefatos: 03  - artefato: "{nome do arquivo ou tipo}"04    quem_edita: "{humano | maquina}"05    quem_consome: "{llm-como-texto | sistema-com-schema}"06    estrutura: "{prosa | config | troca-estrita}"07    formato: "{yaml | markdown | json}"08    justificativa: "{por que esse formato}"
Portão da aulaAntes de seguir para a próxima aula: você listou 5 artefatos do seu projeto e escolheu o formato de cada um com justificativa por critério. Se algum artefato editado por humano ficou em JSON, reveja antes de passar.
  1. Liste os artefatos: Escreva 5 artefatos do seu projeto: configs, docs, dados, arquivos de troca.
  2. Quem edita cada um: Para cada artefato, diga se humano edita na mão ou só máquina escreve.
  3. Quem consome cada um: Diga se o LLM lê como texto ou um sistema parseia com schema.
  4. Escolha o formato: Humano + config = YAML. Texto = Markdown. Máquina + schema = JSON.
  5. Justifique: Escreva uma frase por artefato explicando por que esse formato e não outro.

Glossário

Os termos desta aula em uma frase cada.

Sweet spot do formato

O ponto em que o formato casa com o trabalho do artefato: YAML config, Markdown prosa, JSON troca.

YAML

Formato legível para config e dados que humano edita. Aceita comentário, dispensa aspas em tudo.

Markdown

Formato de texto com estrutura leve. Para prosa, instrução e documentação lida pelo LLM.

JSON

Formato estrito para troca entre máquinas e schema. Hostil para edição humana.

Ruído de contexto

O custo de um formato fora do seu trabalho: sintaxe que humano erra ou parsing que a máquina não fecha.

Próxima aulaVocê escolhe o formato certo para cada artefato. Com o setup operacional fechado (janela, faxina e formato), M3 entra no ciclo SDC: como o trabalho de fato roda no AIOX.