Trocar o formato matou a classe de erro
JSON é ótimo entre máquinas e péssimo na mão humana. Cada vírgula e aspas é uma chance de quebrar o parsing.
Os três formatos parecem intercambiáveis até você usar o errado. Aí o LLM se perde no ruído ou o parsing quebra. Cada formato tem um trabalho, e casar formato com artefato evita as duas dores.
Use este mapa para entender a sequência da aula antes de entrar nos detalhes.
Formato não é gosto, é função. YAML é feito pra config legível. Markdown é feito pra texto. JSON é feito pra troca estrita. Usar fora do trabalho gera ruído pro LLM ou erro de parsing.
Três movimentos: entender o trabalho de cada formato, ver o caso do formato errado que gerou ruído, e escolher o formato dos seus artefatos.
A escolha de formato para cada artefato do seu projeto, justificada por critério.
Você tem o mapa. Agora vê o caso de um formato errado que custou caro.
Caso RealUma config que humano editava na mão estava em JSON. Vírgula a mais, aspas faltando, e o parsing quebrava toda semana. Trocar para YAML acabou com a classe inteira de erro.
JSON é ótimo entre máquinas e péssimo na mão humana. Cada vírgula e aspas é uma chance de quebrar o parsing.
Você viu o custo do formato errado. Agora a técnica: o trabalho de cada formato e o critério de escolha.
TrilogiaAs 3 camadas que transformam a escolha de formato de gosto em critério.
O LLM lê o que você dá. Formato fora do trabalho dele adiciona ruído (sintaxe que o humano erra) ou quebra o parsing (estrutura que a máquina não fecha). O custo aparece como erro ou alucinação.
YAML para config e dados que humano edita e o LLM lê. Markdown para prosa, instrução e documentação. JSON para troca entre máquinas e schema estrito.
Antes de escolher, pergunte: quem edita e quem consome? Humano editando é YAML. Texto pra ler é Markdown. Máquina trocando com schema é JSON. A resposta nomeia o formato.
Cada formato com o que faz bem, o que faz mal e o artefato típico. A grade que você consulta ao decidir.
Legível, aceita comentário, sem ruído de aspas. Ótimo pra config e dados que humano edita.
Texto com estrutura leve. Ótimo pra prosa, instrução e documentação que o LLM lê.
Estrito, sem comentário, exige sintaxe perfeita. Ótimo pra troca entre máquinas e schema.
Os passos concretos para escolher o formato de um artefato sem cair no hábito.
Use ao criar qualquer arquivo novo no projeto.
quem-edita→quem-consome→estrutura→decidirquem-edita — Humano edita na mão ou só máquina escreve?quem-consome — O LLM lê como texto, ou um sistema parseia com schema?estrutura — É prosa, é config tabular, ou é troca estrita?decidir — Humano + config = YAML. Texto = Markdown. Máquina + schema = JSON.Da pergunta ao formato
humano na mão ou máquina.
se é texto pra ler, Markdown.
se humano edita estrutura, YAML.
se máquina troca com schema, JSON.
Três confusões que levam ao formato errado e ao ruído que vem junto.
JSON parece mais sério e estruturado.
Esclareça: JSON é hostil para edição humana: sem comentário, aspas em tudo, quebra com uma vírgula. YAML é o formato de config humana.
Markdown parece organizar tudo com tabelas.
Esclareça: Tabela Markdown não é parseável de forma confiável. Dado estruturado vai pra YAML ou JSON, não pra tabela de texto.
JSON é universal entre sistemas.
Esclareça: Entre máquinas, perfeito. Quando humano precisa editar, ele vira fonte de erro de sintaxe.
formato = YAML.
formato = Markdown.
formato = JSON.
Você tem a técnica. Agora a prática: escolha o formato de cada artefato do seu projeto.
PráticaListe os artefatos do seu projeto e escolha o formato de cada um por critério, não por hábito.
01# Escolha por criterio, nao por habito. Uma entrada por artefato.02artefatos:03- artefato: "{nome do arquivo ou tipo}"04quem_edita: "{humano | maquina}"05quem_consome: "{llm-como-texto | sistema-com-schema}"06estrutura: "{prosa | config | troca-estrita}"07formato: "{yaml | markdown | json}"08justificativa: "{por que esse formato}"
Os termos desta aula em uma frase cada.
O ponto em que o formato casa com o trabalho do artefato: YAML config, Markdown prosa, JSON troca.
Formato legível para config e dados que humano edita. Aceita comentário, dispensa aspas em tudo.
Formato de texto com estrutura leve. Para prosa, instrução e documentação lida pelo LLM.
Formato estrito para troca entre máquinas e schema. Hostil para edição humana.
O custo de um formato fora do seu trabalho: sintaxe que humano erra ou parsing que a máquina não fecha.